Quando chope bom dá vontade de sair correndo
Eu gosto de Vitória e tudo mais, mas tem uns lugares que me trazem à tona uma questão: que diabos eu estou fazendo aqui? Essa sensação vem sempre com a lembrança do jamón e do brie de 1 euro da Espanha. Mas, curiosamente, os que mais me causaram essa dúvida recentemente tinham chope de excelente qualidade envolvido...
Neste fim de semana estive em Belo Horizonte, onde fui formalmente apresentada ao Pinguim. Trata-se de uma choperia que existe desde 1936 em Ribeirão Preto, cuja filial faz felizes os mineiros de BH. O lugar fica lá na Grão Mogol, bem chique, e reúne ambiente lindo e despojado (com direito a sombra de árvore e tudo), garçons pra lá de simpáticos e oito combinações de chope.
Tem o claro e o escuro, que é adocicado no estilo Malzbier. E misturebas como Pingado (metade de cada), Ferrugem (claro com colarinho de escuro, coisa muito excelente) e o Sexual (?!), que é só o creme do chope escuro. Tudo bom. Tanto que eu fiquei almoçando de uma às quatro da tarde...Outro canto cervejístico que me faz querer esganar Vitória é a Devassa. Ah, a Devassa. São nove endereços no Rio e um em São Paulo. E cinco chopes cheios de sabor e duplo sentido: Loura (pilsen), Sarará (weiss, de trigo), Índia (India pale ale, um blend dos maltes Viena, Chocolate, Black e Pilsen), Ruiva (pale ale) e Negra (dark ale).
O negócio lá é fazer degustação. Te ensino: é beber uma de cada, da mais fraca pra mais forte. E depois começar de novo. Se aguentar, ainda mais uma vez. Aí você esquece como se volta pra casa... Ai, ai...



























